"Dia 25/01/2013 o Jornal da
Cultura passou uma reportagem apresentando um estudo conduzido por
pesquisadores de duas universidades alemãs, afirmando que um a cada três
usuários de redes sociais relataram sentir frequentemente sentimentos
negativos, como frustração, irritação e solidão, ao acessar a rede. A principal
causa de tais sentimentos era ver as fotos dos amigos em viagem de férias,
seguida de vida social ativa. O psicólogo Helder Kamei, mestre em Psicologia
Positiva pela USP, comenta os efeitos da comparação social na nossa
felicidade."
Passei
mais de trinta anos da minha vida sem saber o que era inveja. Talvez até
tivesse presenciado algum evento ou algum comentário, ou talvez até tivesse ao
meu redor alguém invejoso, mas a verdade é que nunca me dei conta que esse
sentimento existisse.
Tenho
mesmo que assumir minha inocência nesse sentido, mas é o que realmente
aconteceu comigo. Não sei se nunca houve ou se eu nunca reparei. Creio que a
segunda opção é a mais possível.
Fui
feliz. Mas um dia eu descobri que esse sentimento existia. Descobri através de
uma "colega" de trabalho. E foi horrível, gente. Eu me senti
invadida, exposta, sem defesa. Ela promoveu divisões e intrigas no ambiente de
trabalho.
Depois
desse dia, nunca mais fui a mesma com relação a isso. Perceber que esse
sentimento realmente existia acabou com a minha inocência e credulidade. Mais
tarde, descobri esse sentimento devastador em uma pessoa da minha família, uma
pessoa muito próxima de mim, alguém em quem eu confiava integralmente. Isso foi
o fim para mim, foi como uma facada na minha alma.
Hoje eu
sei que a inveja mata. Mata a alma de quem a sente, transformando essa pessoa
num vampiro, que anda por aí buscando outras almas para sugar, já que não tem
vida em si mesmo e por isso precisa da vida que há nos outros.
A inveja
acaba com os sentimentos, destrói relacionamentos e deixa atrás de si um rastro
de infelicidade. Pobre de quem sente isso, pois não consegue viver toda a
beleza que a vida nos traz. E nós que somos os perseguidos, temos que aprender
a nos desvencilhar desse tipo de gente, tentando colocar uma distância bem
grande entre eles e nós e temos que aprender também a não responder às
provocações e perseguições, porque senão teremos nossa vida destruída por esse
tipo de gente.
Olivia Rosa
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